Category Archives: Formação

Mudanças linguísticas nos ritos

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A Comissão Nacional de Liturgia informa que todos os ritos sofreram pequenas mudanças, após as reuniões com a Câmara dos Bispos e o Conselho Executivo da última semana. Listamos as mudanças a seguir:

1) Retorno do Rito 1 a um formato ao máximo parecido com o Rito 1 do atual LOC, preservando-o com toda de historicidade possível. Sendo assim, algumas pequenas alterações de linguagem inclusiva foram removidas do mesmo, a fim de que possa ser utilizado por aquelas comunidades que preferem um rito mais formal e tradicional.

2) No Rito 2 da Santa Eucaristia, e demais liturgias, a linguagem foi um pouco mais simplificada, com a adoção de “vocês” ao invés de “vós” ao nos referirmos a um grupo de pessoas. Isso trará a linguagem do novo LOC mais para próximo do que corriqueiramente utilizamos no nosso dia a dia, facilitando inclusive o trabalho de planejamento litúrgico e confecção de intercessões e recursos por parte do povo.

3) Adoção do Pai Nosso ecumênico, já em uso há vários anos pelas igrejas membro do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs).

Sendo assim, todas as liturgias foram trocadas para versões atualizadas. Baixem de novo o que precisarem utilizar!

No Cristo, que se comunica em todo tempo, de forma inteligível a seu povo.

Comissão Nacional de Liturgia

Ação de Graças pelo Sacramento do Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo

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A Comissão Nacional de Liturgia recebeu um comentário demandando clarificações sobre a inclusão de uma comemoração (festividade opcional) denominada “Ação de Graças pelo Sacramento do Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo”, popularmente conhecida como Corpus Christi.

A inclusão desta opção no nosso calendário segue orientação exarada pelo International Anglican Eucharistic Consultation IALC – V (Dublin, 1995), o qual sugeriu a ênfase na quinta-feira após o Domingo da Santíssima Trindade como oportunidade para dar ação de graças pela instituição da Santa Eucaristia num contexto festivo, reservando à Quinta-Feira Santa a reflexão mais solene e dramática relacionada à Última Ceia de Jesus.

Segundo Bradshaw, Paul. New SCM Dictionary of Liturgy and Worship:
“[Corpus Christi] has been restored as a ‘Thanksgiving for Holy Communion’ in most recent Anglican Calendars (England, 1980, Scotland, 1982, Wales, 1984, South Africa, 1989, New Zealand, 1989, Australia, 1995).”

Além dessas províncias supracitadas (Inglaterra, Escócia, Gales, Sul da África, Nova Zelândia e Austrália), essa comemoração também foi incluída nos calendários das seguintes províncias: Tanzânia, Hong Kong, Melanésia, Jerusalém e Oriente Médio e Oeste da África. Na Igreja Episcopal, tal festa é celebrada com os próprios “da Santa Eucaristia”, constantes do LOC de 1979. Na Província IX (dioceses latinas), tal comemoração tem um nível maior de popularidade.

A proposta do nosso novo Livro de Oração Comum tem sido permitir uma maior diversidade de liturgias, que respondam ao contexto litúrgico da variedade brasileira, mas que também nos alinhem às recomendações interanglicanas. A questão de inclusão desta comemoração foi discutida pela comissão e chegamos ao consenso de incluí-la de forma opcional (comemorações não são obrigatórias), para as comunidades que queiram ter uma oportunidade extra de comemorar a Santa Eucaristia com muita alegria, dada a intensidade de eventos que rememoramos na Quinta-Feira Santa, a qual termina de forma soturna.

Reiteramos o princípio do “Lex Orandi, Lex Credendi” em que a mera inclusão dessa opção no LOC não significa inferir quaisquer princípios teológicos além do que já entendemos. Cristo se faz presente no Santíssimo Sacramento de seu Corpo e Sangue. A tradição anglicana, contudo, não busca explicar como isso ocorre. Essa é a sã doutrina que repassamos geração após geração. A coleta e orações para esta comemoração já estão presentes no LOC de 1987, e são similares às encontradas no próprio “da Santa Eucaristia”. Segundo o “Dictionary of the Episcopal Church”, a coleta de tal próprio, que veio traduzida verbatim do LOC americano, é uma adaptação revisada da coleta composta por São Tomás de Aquino para a festa de Corpus Christi, removendo quaisquer referências teológicas que não caibam na diversidade de pensamento característica do Anglicanismo.

Em Jesus Cristo, verdadeiramente presente no Sacramento do Altar,

Comissão Nacional de Liturgia.

Linguagem inclusiva? O que é isso?

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O uso de linguagem inclusiva foi um dos princípios que a presente Comissão Nacional de Liturgia adotou na revisão e elaboração de liturgias para o nosso novo LOC. Em toda parte, pode-se observar que pequenas mudanças foram feitas de modo a refletir esse princípio de forma mais evidente. É preciso que nossa liturgia estenda o entendimento que temos de Deus e da humanidade, como testemunho de que a humanidade – independente de gênero – é feita à imagem e semelhança de Deus. Por isso que algumas de nossas orações evocam – de forma mais evidente – a maternidade de Deus.

Damos graças, sobretudo, pela oportunidade de sermos uma comissão com uma maioria de mulheres – fato inédito. Também agradecemos a Deus por termos uma custódia do Livro de Oração mulher. Nós, enquanto grupo onde mulheres têm voz, podemos enxergar seus problemas de exclusão de maneira mais clara – algo que os homens só vivem em teoria, sem que seja experiência de vida.

Assim, expressões como “Pai materno” são formas de expressar, teologicamente, que Deus tem caracteristicas paternas e maternas ao mesmo tempo. Tal entendimento ecoa a tradição da Igreja, como Juliana de Norwich e Anselmo de Cantuária, bem como a metáfora bíblica da galinha e seus pintinhos. Deus não pode ser encapsulado num só gênero. Deus transcende a noção de gênero. Por isso, adotamos também referências mais expansivas, com o uso de certas metáforas, como “Fonte, Raiz, Origem”, etc. bem como outros nomes que expandem nossa visão de Deus.

Isso não exclui o uso de fórmulas tradicionais com implicações teológicas, como o batismo proferido em nome do “Pai, do Filho e do Espírito Santo”, mas permite contrabalançá-las com outras expressões que remetem à tradição, e também à inspiração divina que se manifesta na contemporaneidade.

As rubricas, doravante, também fazem menção à possibilidade de que pessoas leigas e ordenadas, de todas as ordens, não necessariamente serão do gênero masculino. Nada mais natural numa igreja que estende a todos os gêneros a possibilidade de acesso às diferentes ordens e ministérios.

Quaisquer sugestões, continuamos disponíveis para comunicações via site. É só preencher um formulário de contato. Contamos com a sua opinião!

Em Jesus Cristo, onde começa a fundação do amor maternal. (Juliana de Norwich)

Comissão Nacional de Liturgia.

Liturgia de Quarta-Feira de Cinzas

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Baixe aqui a liturgia de Quarta-Feira de Cinzas, que é mais um recurso litúrgico a constar do nosso novo Livro de Oração Comum, o qual será publicado ainda neste ano de 2015.

Liturgia de ação de graças pelo nascimento ou adoção de uma criança

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Baixe aqui a liturgia de ação de graças pela adoção ou nascimento de uma criança, que é mais um recurso litúrgico a constar do nosso novo Livro de Oração Comum, o qual será publicado ainda neste ano de 2015.

Calendário para o ano cristão

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Disponibilizamos também, em primeira mão, o novo calendário para o ano cristão trabalhado conjuntamente pela Comissão de Liturgia e por diversas pessoas parceiras de toda a IEAB. Esse calendário já vale para o Ano B, que começa no domingo de Advento 30/11/2014 e foi compilado respeitando a variedade de práticas litúrgicas de nossa igreja. Também foi intuito da Comissão de Liturgia acrescentar comemorações de santos e santas da Igreja, valorizando pessoas que imitaram o Cristo em uma variedade de confissões e expressões da fé cristã. Também buscamos aumentar o equilíbrio de gênero, valorizando o testemunho profético de nossas inúmeras matriarcas na fé, que, contudo, muitas vezes são historicamente ignoradas.

Baixe aqui o Calendário para o Ano Cristão

Prefácio do Livro de Oração Comum de 1549

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Graças ao trabalho dedicado de nossa irmã Ruth Barros, poderemos ter no nosso próximo Livro de Oração Comum uma tradução para a língua portuguesa do Livro de Oração Comum de 1549, o primeiro LOC a ser redigido. Esperamos que a leitura dele nos sirva para que possamos entender o espírito do LOC. Baixe o arquivo do Prefácio do Primeiro Livro de Oração Comum de 1549.