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Mudanças linguísticas nos ritos

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A Comissão Nacional de Liturgia informa que todos os ritos sofreram pequenas mudanças, após as reuniões com a Câmara dos Bispos e o Conselho Executivo da última semana. Listamos as mudanças a seguir:

1) Retorno do Rito 1 a um formato ao máximo parecido com o Rito 1 do atual LOC, preservando-o com toda de historicidade possível. Sendo assim, algumas pequenas alterações de linguagem inclusiva foram removidas do mesmo, a fim de que possa ser utilizado por aquelas comunidades que preferem um rito mais formal e tradicional.

2) No Rito 2 da Santa Eucaristia, e demais liturgias, a linguagem foi um pouco mais simplificada, com a adoção de “vocês” ao invés de “vós” ao nos referirmos a um grupo de pessoas. Isso trará a linguagem do novo LOC mais para próximo do que corriqueiramente utilizamos no nosso dia a dia, facilitando inclusive o trabalho de planejamento litúrgico e confecção de intercessões e recursos por parte do povo.

3) Adoção do Pai Nosso ecumênico, já em uso há vários anos pelas igrejas membro do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs).

Sendo assim, todas as liturgias foram trocadas para versões atualizadas. Baixem de novo o que precisarem utilizar!

No Cristo, que se comunica em todo tempo, de forma inteligível a seu povo.

Comissão Nacional de Liturgia

Linguagem inclusiva? O que é isso?

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O uso de linguagem inclusiva foi um dos princípios que a presente Comissão Nacional de Liturgia adotou na revisão e elaboração de liturgias para o nosso novo LOC. Em toda parte, pode-se observar que pequenas mudanças foram feitas de modo a refletir esse princípio de forma mais evidente. É preciso que nossa liturgia estenda o entendimento que temos de Deus e da humanidade, como testemunho de que a humanidade – independente de gênero – é feita à imagem e semelhança de Deus. Por isso que algumas de nossas orações evocam – de forma mais evidente – a maternidade de Deus.

Damos graças, sobretudo, pela oportunidade de sermos uma comissão com uma maioria de mulheres – fato inédito. Também agradecemos a Deus por termos uma custódia do Livro de Oração mulher. Nós, enquanto grupo onde mulheres têm voz, podemos enxergar seus problemas de exclusão de maneira mais clara – algo que os homens só vivem em teoria, sem que seja experiência de vida.

Assim, expressões como “Pai materno” são formas de expressar, teologicamente, que Deus tem caracteristicas paternas e maternas ao mesmo tempo. Tal entendimento ecoa a tradição da Igreja, como Juliana de Norwich e Anselmo de Cantuária, bem como a metáfora bíblica da galinha e seus pintinhos. Deus não pode ser encapsulado num só gênero. Deus transcende a noção de gênero. Por isso, adotamos também referências mais expansivas, com o uso de certas metáforas, como “Fonte, Raiz, Origem”, etc. bem como outros nomes que expandem nossa visão de Deus.

Isso não exclui o uso de fórmulas tradicionais com implicações teológicas, como o batismo proferido em nome do “Pai, do Filho e do Espírito Santo”, mas permite contrabalançá-las com outras expressões que remetem à tradição, e também à inspiração divina que se manifesta na contemporaneidade.

As rubricas, doravante, também fazem menção à possibilidade de que pessoas leigas e ordenadas, de todas as ordens, não necessariamente serão do gênero masculino. Nada mais natural numa igreja que estende a todos os gêneros a possibilidade de acesso às diferentes ordens e ministérios.

Quaisquer sugestões, continuamos disponíveis para comunicações via site. É só preencher um formulário de contato. Contamos com a sua opinião!

Em Jesus Cristo, onde começa a fundação do amor maternal. (Juliana de Norwich)

Comissão Nacional de Liturgia.