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Mudanças linguísticas nos ritos

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A Comissão Nacional de Liturgia informa que todos os ritos sofreram pequenas mudanças, após as reuniões com a Câmara dos Bispos e o Conselho Executivo da última semana. Listamos as mudanças a seguir:

1) Retorno do Rito 1 a um formato ao máximo parecido com o Rito 1 do atual LOC, preservando-o com toda de historicidade possível. Sendo assim, algumas pequenas alterações de linguagem inclusiva foram removidas do mesmo, a fim de que possa ser utilizado por aquelas comunidades que preferem um rito mais formal e tradicional.

2) No Rito 2 da Santa Eucaristia, e demais liturgias, a linguagem foi um pouco mais simplificada, com a adoção de “vocês” ao invés de “vós” ao nos referirmos a um grupo de pessoas. Isso trará a linguagem do novo LOC mais para próximo do que corriqueiramente utilizamos no nosso dia a dia, facilitando inclusive o trabalho de planejamento litúrgico e confecção de intercessões e recursos por parte do povo.

3) Adoção do Pai Nosso ecumênico, já em uso há vários anos pelas igrejas membro do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs).

Sendo assim, todas as liturgias foram trocadas para versões atualizadas. Baixem de novo o que precisarem utilizar!

No Cristo, que se comunica em todo tempo, de forma inteligível a seu povo.

Comissão Nacional de Liturgia

Santo Matrimônio

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Durante dois anos, disponibilizamos nesta página diversas versões preliminares das liturgias que compõem o Livro de Oração Comum (LOC) 2015 da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil. Entretanto, é entendimento da Comissão Nacional de Liturgia que, até que tenhamos uma versão digital, em pdf, do texto definitivo do LOC 2015, as liturgias provisórias que aqui estavam devem ser retiradas, por não se conformarem ao texto exato que foi aprovado e publicado.

Sugere-se que pessoas interessadas em obter os textos do Livro de Oração Comum adquiram exemplares diretamente junto à Secretaria Geral da IEAB, no e-mail sec.geral@ieab.org.br

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Mais atualizações na Santa Eucaristia

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Relembrando algumas breves considerações sobre os ritos:

1) Simplificação na variedade de responsos e rubricas. As rubricas no corpo do texto são destinadas ao povo como um todo. As rubricas destinadas à pessoa que celebra, ou oficia, estão todas condensadas nas primeiras páginas do rito. Isso permitirá o uso do LOC com mais facilidade por pessoas desacostumadas com o livro. A variedade de cores e títulos também ajuda na distinção entre rubricas e texto.

2) Linguagem inclusiva em relação à humanidade e, na medida de possível, em relação a Deus.

3) Rito 1 apresenta roupagem mais penitencial e tradicional, que poderá ser usado, sobretudo, nas quadras e ocasiões penitenciais.

4) Rito 2 apresenta um caráter mais inovador, e é disposto com cinco orações eucarísticas, sendo duas completamente novas. Em breve, deverá ser publicada uma sexta oração eucarística para o Rito 2.

5) Remoção da cláusula filioque do Credo Niceno, em atendimento a acordos interanglicanos e anglicano-ortodoxos firmados no passado recente.

6) Prefácios, bênçãos e coletas seguem o princípio de expansão das visões sobre Deus, e da inclusão de todos os gêneros no culto.

Solicitamos às comunidades que comecem a usá-los, opinando sobre os mesmos nos canais de contato. O LOC é nosso patrimônio, nosso jeito de ser. Vamos ajudar a construir nossa identidade a partir da oração comum.

Atualizações na Santa Eucaristia

Eucharist

Baixem nos links abaixo as versões mais completas dos ritos da Santa Eucaristia, já contendo coletas para todo o ano cristão e intercessões para as quadras.

Santa Eucaristia

Relembrando algumas breves considerações sobre os ritos:

1) Simplificação na variedade de responsos e rubricas. As rubricas no corpo do texto são destinadas ao povo como um todo. As rubricas destinadas à pessoa que celebra, ou oficia, estão todas condensadas nas primeiras páginas do rito. Isso permitirá o uso do LOC com mais facilidade por pessoas desacostumadas com o livro. A variedade de cores e títulos também ajuda na distinção entre rubricas e texto.

2) Linguagem inclusiva em relação à humanidade e, na medida de possível, em relação a Deus.

3) Rito 1 apresenta roupagem mais penitencial e tradicional, que poderá ser usado, sobretudo, nas quadras e ocasiões penitenciais.

4) Rito 2 apresenta um caráter mais inovador, e é disposto com cinco orações eucarísticas, sendo duas completamente novas. Em breve, deverá ser publicada uma sexta oração eucarística para o Rito 2.

5) Remoção da cláusula filioque do Credo Niceno, em atendimento a acordos interanglicanos e anglicano-ortodoxos firmados no passado recente.

6) Prefácios, bênçãos e coletas seguem o princípio de expansão das visões sobre Deus, e da inclusão de todos os gêneros no culto.

Solicitamos às comunidades que comecem a usá-los, opinando sobre os mesmos nos canais de contato. O LOC é nosso patrimônio, nosso jeito de ser. Vamos ajudar a construir nossa identidade a partir da oração comum.

O que é a cláusula “filioque” e por que ela foi removida?

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Na reunião da Câmara dos Bispos, realizada em 03/09/2014, em São Paulo, foi aprovada a proposta de remoção da cláusula filioque dos novos ritos do LOC 2015. Essa foi uma requisição da Comissão Nacional de Liturgia.

Mas o que é a cláusula “filioque”?

O palavreado original do Credo Niceno “que procede do Pai, e com o Pai e o Filho é adorado e glofificado” foi acordado no Concílio Ecumênico de Constantinopla. Na metade latina da igreja, a frase foi alterada a fim de incluir o texto “que procede do Pai e do Filho”, expressa na palavra latina “filioque”. Essa adição foi feita num concílio regional do século VI, em Toledo, Espanha. Nessa região, muitos Cristãos tinham sido originalmente arianos, que negavam a divindade plena do Filho. O sínodo aparentemente acreditava que a repetição litúrgica da cláusula filioque poderia ajudar os fiéis a entender que o Filho era plenamente Deus. A frase se espalhou até que se tornou convencional na Igreja Latina. Sua inclusão nunca foi autorizada por um Concílio Ecumênico, e nunca foi adotada nas igrejas orientais.

No séculos XVI e XVII, teólogos anglicanos foram unânimes ao alegar que as únicas bases da doutrina eram Escritura e os ensinamentos da Tradição da Igreja Indivisa (ou seja, Concílios Ecumênicos). Sem saber que a cláusula filioque havia sido inserida posteriormente, e pensando que sempre fosse parte do credo, os anglicanos a retiveram, e alguns chegaram a descrever, em extensão, o motivo pelo qual os gregos a haviam “apagado”. O uso contínuo da cláusula filioque continua sendo uma razão de irritação entre igreja orientais e ocidentais.

Em 1976, os membros da Comissão de Diálogo Anglicano-Ortodoxa concordaram que o filioque não deveria ser incluído no credo porque havia sido introduzido sem a autoridade de um Concílio Ecumênico.
Em 1978, a Conferência de Lambeth recomendou que as igrejas da Comunhão Anglicana considerassem omitir o filioque do Credo Niceno.
A Convenção Geral de 1985, da Igreja Episcopal, recomendou a restauração do palavreado original do Credo, uma vez que essa ação foi aprovada pela Conferência de Lambeth e pelo Conselho Consultivo Anglicano.
A mudança foi endossada pela Conferência de Lambeth de 1988.
Em 1990, na Reunião do Conselho Consultivo Anglicano e em 1993, na Reunião conjunta dos Primazes e do Conselho Consultivo Anglicano, foi aprovado o seguinte:

Resolution 19: Filioque Clause

Resolved, that this Joint Meeting of the Primates of the Anglican Communion and the Anglican Consultative Council, urges the Provinces and Member Churches of the Anglican Communion to respond to the requests of the 1978 and 1988 Lambeth Conferences, ACC-4, and ACC-8, that, in the words of Lambeth 1988, ‘in future liturgical revisions the Niceno-Constantinopolitan Creed be printed without the Filioque clause’, and to inform the Office of the Anglican Communion of their action.

Resolvido, que esta Reunião Conjunta dos Primazes da Comunhão Anglicana e do Conselho Consultivo Anglicano urge as províncias e Igrejas-membro da Comunhão Anglicana a responder às requisições das Conferências de Lambeth de 1978 e 1988, ACC-4 e ACC8, para que, nas palavras de Lambeth 1988, “revisões litúrgicas futuras do Credo Niceno-Constantinopolitano sejam impressas sem a cláusula Filioque”, e a informar o Escritório da Comunhão Anglicana de sua ação.

A Convenção Geral de 1994, da Igreja Episcopal, aprovou a remoção do filioque na revisão seguinte de seu LOC. A série Enriching our Worship, de ritos experimentais, já exclui o trecho “e do Filho” do Credo Niceno.

Nas Conferências de Lambeth 1998 e 2008, o Credo Niceno foi escrito com a redação original de Niceia-Constantinopla (sem o filioque).

O LOC 2015, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, seguirá a decisão exarada pelo Conselho Consultivo Anglicano e pela Reunião dos Primazes, omitindo a cláusula filioque de sua revisão litúrgica. Para os fiéis, pouco muda, uma vez que nosso catecismo e material teológico já tentava harmonizar uma visão ecumênica, alertando que a procedência do Espírito pelo Filho, na verdade seria um “envio” pelo Filho, através do Pai. De agora em diante, poderemos, mais apropriadamente enfatizar esse raciocínio. O Filho envia, mas o Espírito procede do Pai. Este é o testemunho de João 15:26.

Prefácio do Livro de Oração Comum de 1549

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Graças ao trabalho dedicado de nossa irmã Ruth Barros, poderemos ter no nosso próximo Livro de Oração Comum uma tradução para a língua portuguesa do Livro de Oração Comum de 1549, o primeiro LOC a ser redigido. Esperamos que a leitura dele nos sirva para que possamos entender o espírito do LOC. Baixe o arquivo do Prefácio do Primeiro Livro de Oração Comum de 1549.

Recursos Litúrgicos para a IEAB

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Este website é oferecido à Igreja Episcopal Anglicana do Brasil como fonte valiosa de recursos para o aprofundamento da vida litúrgica de nossas comunidades locais.

Ele é lançado no esforço da Comissão Nacional de Liturgia, e de seus assessores, em desenvolver uma nova edição do Livro de Oração Comum em 2015, e do Hinário Episcopal, nos anos vindouros.  Esta página será um repositório constante de sugestões litúrgicas para, criativamente, permitir ao nosso povo incorporar o espírito da oração comum, fortalecendo-se para a Missão da Igreja no mundo.

Este site é um projeto colaborativo.  E, por isso, precisa das suas recomendações e sugestões.  Por isso, criamos uma página de contato, através da qual a Comissão Nacional de Liturgia poderá ser notificada das suas opiniões.

Acesse a página de contato através do link a seguir: http://liturgia.ieab.org.br/contato/. Obrigado e boa navegação!